quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mais zinco, menos diabete

Para evitar o desenvolvimento da doença, não deixe o nutriente faltar na sua dieta

 
por Paula Desgualdo
fotos Dercílio


 
A boa notícia foi divulgada pela revista científica americana Diabetes Care. Ao analisar a incidência de diabete tipo 2 em mais de 80 mil mulheres com idade entre 33 e 60 anos, pesquisadores observaram que botar zinco no prato reduz em até 28% o risco de desenvolver a doença. “O mineral ajuda a regular a ação da insulina”, explica Qi Sun, líder do trabalho. E é justamente quando esse hormônio não funciona direito que se abre uma brecha para o problema. “Além disso, o zinco participa da formação de substâncias que protegem as células contra os radicais livres, moléculas que também favorecem a diabete”, acrescenta Qi Sun.

8 miligramas
Eis a dose diária de zinco recomendada a uma mulher saudável. Já os homens devem ingerir 11 miligramas. Uma única xícara de farelo de trigo dá conta do recado em ambos os casos

Onde mais ele está
• ostra
• amêndoas
• castanha-do-pará
• carne bovina

Também aposte no zinco para:
Turbinar o sistema imunológico, afastar problemas cardiovasculares, driblar a falta de apetite, deixar o cérebro em forma e melhorar a cicatrização.

http://saude.abril.com.br/edicoes/0312/nutricao/conteudo_479959.shtml

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Quais combinações de alimentos prejudicam a absorção de nutrientes?




Foto: Getty Images

Por Daniela Carasco

Nem sempre reunir em um prato a maior quantidade de alimentos saudáveis é o correto a se fazer. Isso porque, “muitos alimentos competem pelo mesmo tipo de absorção de nutrientes e acabam se prejudicando”, explica a nutricionista Elaine de Pádua, em entrevista à revista WOMEN’S HEALTH. Veja o que evitar:

- Refrigerante (ou chá preto) + carne vermelha: o ácido fosfórico do primeiro interfere na absorção do cálcio do segundo.

- Café + leite integral: a cafeína pode diminuir a absorção do cálcio, ferro e vitamina C do leite.

- Queijo + presunto (ou peito de peru): o ferro do presunto compete com o cálcio do queijo na absorção do intestino.

Mas calma! Existem combinações benéficas à saúde. Alguns alimentos, quando associados, melhoram ainda mais a absorção de nutrientes pelo organismo. Conheça algumas duplas poderosas:

- Arroz e feijão: o aminoácido do arroz junto ao do feijão forma uma proteína de alto valor biológico.

- Folhas verdes ou leguminosas e carnes: o ferro da carne melhora a absorção do ferro das folhas verdes e leguminosas.

- Castanha-do-pará e suco de laranja: a vitamina C melhora a absorção do selênio da castanha, aumentando a imunidade do organismo.

- Feijão e suco de limão: o organismo só absorve 10% do ferro do feijão. Mas quando o alimento é associado a uma fonte de vitamina C, a absorção sobe para 40%.

- Ovo e agrião: a vitamina D do ovo contribui para a absorção do cálcio do agrião.

- Espinafre e azeite extravirgem: as vitaminas lipossolúveis são melhor absorvidas na presença do azeite.

- Ervas e azeite extravirgem: os benefícios das ervas são liberados facilmente no azeite.

(Com reportagem da revista WOMEN’S HEALTH)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Atividades físicas trazem benefícios também ao cérebro

A prática de exercício ativa a memória, reduz a ansiedade, dá prazer e alivia a tensão do cérebro.


Natação
            Praticar exercícios diminui o risco de AVC
            Foto: Getty Images

Que a prática de esportes faz bem para o corpo, tonifica os músculos e melhora a capacidade respiratória, todo mundo já sabe. Mas os cientistas descobriram que, muito além dos benefícios para o corpo, os exercícios são ótimos para a saúde do cérebro. Fazer artes marciais, dança, natação, e outros esportes favorece o bombeamento de sangue, o que indica mais oxigênio pelo corpo, inclusive para as células da massa cinzenta. Isso significa que quem faz exercícios físicos
regularmente tem risco menor de sofrer AVCs (acidentes vasculares cerebrais).

Os exercícios aeróbicos também estimulam a criação de novos neurônios, o que era impensável até o fim dos anos 90, quando se acreditava que nascíamos com uma quantidade certa de neurônios (cerca de 86 milhões) e que esse número só diminuiria com os anos.

"Além de possibilitar o ganho de novos neurônios, o exercício aumenta a capacidade de interação e comunicação entre eles, que é o que chamamos de sinapse", afirma Li Li Min, professor do Departamento de Neurologia da Unicamp. Isso quer dizer que os exercícios físicos não só aumentam a quantidade de jogadores em campo no cérebro (que seriam os novos neurônios) como também melhoram a qualidade do passe entre eles (sinapse).

Os pesquisadores coordenados por Min analisaram imagens cerebrais de oito lutadores de judô, oito corredores de maratonas de longa distância e 20 sedentários. E perceberam um aumento na massa cinzenta daqueles que praticavam esportes.

"A pesquisa serviu para mostrar a capacidade adaptativa do cérebro aos exercícios. Se a prática de esportes pode influir inclusive na plasticidade da massa cinzenta, fazendo com que áreas do cérebro se desenvolvam mais, isso indica que os benefícios das atividades físicas são mesmo inegáveis à mente", diz Min.

Assim como a questão dos neurônios, o aumento da massa do cérebro era outro tabu: acreditava-se que ela só podia ser desenvolvida por algumas doenças que fariam o órgão se tornar maior em alguma parte. O estudo do professor Min mostrou que, como qualquer músculo do corpo, o cérebro também pode "ganhar massa", dependendo da região à qual aquela prática esportiva está associada.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Riscos do açúcar para obesidade e diabetes

O açúcar não está presente apenas em doces, frutas e refrigerantes, mas também em alimentos salgados como pães e massas, que se transformam em glicose dentro do organismo. A diferença entre eles está na velocidade com que caem na corrente sanguínea: o doce leva poucos segundos, enquanto as moléculas dos demais podem demorar até uma hora para serem quebradas.

Apesar dos riscos, o açúcar não é apenas um vilão: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que ele responda por 10% do consumo total de calorias diárias. Em colheres de sopa, a quantidade não deve passar de quatro, o equivalente a 50 gramas.

Por dia, um indivíduo deve ingerir de 45% a 65% das calorias sob a forma de fibras e carboidratos complexos (batata, arroz, pães e massas), 10% de açúcares livres (de mesa, refrigerantes, sucos artificiais, doces e guloseimas), de 10% a 15% de proteínas (leites, derivados e carnes) e de 15% a 30% de gorduras. Produtos diet não contêm açúcar, enquanto os light apresentam quantidade reduzida de calorias e podem ser adoçados.



























O caminho do açúcar

Quando os alimentos passam pelo intestino, onde a glicose é absorvida, há um sinal para que o pâncreas produza insulina, hormônio responsável por fazer com que a glicose que chegou à corrente sanguínea entre nas células e nos músculos do corpo, que usam o açúcar como fonte de energia.

Quem ingere mais glicose que o necessário acaba armazenando a substância sob a forma de gordura. A insulina também faz com que a glicose entre nas células do tecido adiposo, por isso o excesso desse hormônio acarreta ganho de peso.

Já na falta da insulina, que ocorre em diabéticos, a glicose não consegue entrar nas células e fica na corrente sanguínea, não se transformando em energia. Isso causa a hiperglicemia, ou seja, alto índice de açúcar no sangue – que também pode estar presente na urina.

Tipos de diabetes

Na diabetes tipo 1, um processo imunológico destrói as células que fabricam insulina. Em geral, a doença se manifesta na infância ou adolescência, e os pacientes precisam tomar insulina pelo resto da vida.

O tipo 2 é o mais comum. Na maioria das vezes, está associado à obesidade ou à presença de gordura abdominal. Costuma aparecer depois dos 45 anos de idade. O tratamento é feito com remédios, exercícios físicos e dieta.

A diabetes pode ser, ainda, gestacional, que aparece apenas durante a gravidez, ou decorrente do uso de medicamentos e pancreatite crônica.

Quem é diabético deve contar todos os dias a quantidade de açúcar que consome. Também precisa controlar o açúcar contido nas frutas.

Os sinais de alerta para a doença são: ter o problema na família, excesso de peso, vida sedentária, mais de 40 anos, pressão, colesterol e triglicérides altos, usar corticoides e anticoncepcionais e, no caso das mulheres, ter tido filhos com mais de 4 quilos, abortos ou natimortos.

Entre os sintomas da diabetes tipo 2, estão infecções frequentes, alterações visuais, dificuldade de cicatrização de feridas, formigamento dos pés e furúnculos.
Açúcar refinado e adoçante

O açúcar refinado não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é optar pelos tipos mascavo ou orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

Já o adoçante é uma substância doce, mas o corpo não ganha energia com esse produto químico. Alguns estudos revelam efeitos colaterais do excesso de adoçante, como retenção de líquido e obesidade.

Fonte: G1

http://www.saudedavida.com.br/termos/diabetes

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Delícias anticolesterol

Estudo canadense mostra que não é preciso aderir a uma alimentação insossa para controlar os níveis dessa gordura

por Thaís Manarini • design Ana Paula Megda • fotos Fábio Castelo

Há tempos pesa sobre ele a fama de vilão. Mas acredite: o colesterol é um bem precioso para o ser humano. Afinal, sua presença garante a produção de vários hormônios, a síntese da vitamina D e também o pleno funcionamento das membranas celulares, só para citar algumas tarefas. De tão importante, 70% da substância é produzida pelo próprio organismo — o restante vem do prato. O foco da questão, caro leitor, são as lipoproteínas que a transportam pelo seu corpo: a LDL e a HDL. “A primeira carrega o colesterol para as artérias, aumentando o risco de ocorrer formação de placas de gordura que, mais tarde, podem gerar doenças cardiovasculares”, esclarece Celso Cukier, nutrólogo do Hospital do Coração, o HCor, em São Paulo. “A segunda, por sua vez, é responsável por tirar a molécula dos tecidos e conduzi-la ao fígado para ser eliminada.”

O problema surge quando há um desequilíbrio entre esses meios de transporte e a LDL aparece soberana na corrente sanguínea. Isso, na maioria das vezes, é culpa de uma dieta cheia de gordura saturada, aquela encontrada na carne vermelha, na pele do frango, na salsicha, no salame e por aí vai. Não é de admirar, portanto, que uma das primeiras recomendações para combater o colesterol considerado inimigo é fazer vista grossa a algumas opções do menu cotidiano. Mas — é aí que vem a novidade — essa estratégia parece não ser suficiente. Um time de pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, comprovou que incluir certos itens no cardápio pode ser tão ou mais eficiente do que simplesmente mandar outros para o limbo.

Eles chegaram a essa conclusão ao acompanhar, por seis meses, 345 pessoas com o colesterol elevado ou no limite. Enquanto uma parte dos indivíduos recebeu instruções para investir em uma dieta magra e turbinada com fibras solúveis, oleaginosas, produtos à base de soja e alimentos enriquecidos com fitoesterois, a outra só foi orientada a maneirar nos comes e bebes gordurosos. Ao final do período de avaliação, os resultados indicaram que o primeiro grupo sofreu uma redução de aproximadamente 14% nos níveis de LDL. Já na segunda turma a diminuição foi mais singela: de apenas 3%.

“Esse índice de 14% é muito significativo. É, inclusive, similar ao de medicamentos usados para potencializar a ação da estatina, o remédio usualmente indicado para controlar as taxas de colesterol”, observa Raul Dias dos Santos, cardiologista e diretor da Unidade Clínica de Dislipidemias do Instituto do Coração, o Incor, na capital paulista. Mas, veja bem, nada disso é desculpa para descartar a clássica orientação de consumir moderadamente as fontes de gordura saturada. “Não adianta comer picanha todo dia e depois se entupir de soja. O ideal é apostar nas duas estratégias, ou seja: eliminar os itens considerados ruins e investir nos benéficos”, adverte a nutricionista Camila Gracia, diretora científica do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a Socesp. A seguir, conheça o grupo de alimentos que, com o aval da ciência, ajudam a domar o colesterol nas alturas.

Fitoesterois
Encontradas nas plantas, essas substâncias ocupam o lugar do colesterol na micela, que é uma estrutura gordurosa na qual ele precisa grudar para ser assimilado. Quando recebe esse chega pra lá, sua eliminação é certeira. de acordo com raul dias dos Santos, do incor, ainda há outro mecanismo a ser destacado: “os fitoesterois bloqueiam o receptor npc1l1, responsável por colocar o colesterol dentro das células do intestino, de onde ele parte para circular pelo sangue e tecidos”. para nossa sorte, alguns alimentos são enriquecidos com esses aliados.

Alimentos à base de soja
Segundo o cardiologista raul dias dos Santos, a proteína do grão dificultaria a absorção do colesterol. “Só que esse mecanismo não está bem definido”, observa. e não dá para esquecer que a leguminosa tem pouca gordura saturada. Só por causa disso, para quem está com o colesterol muito alto, já vale cogitar substituir o leite de vaca pelo de soja.

Oleaginosas

Fazem parte desse grupo as nozes, amêndoas, avelãs e castanhas. Graças à presença marcante do mineral selênio, elas atrapalham a oxidação do colesterol ldl. e, sem estar oxidada, a molécula perde boa parte de sua força maléfica. “as oleaginosas ainda são fontes de gorduras monoinsaturadas, que não participam da síntese do colesterol”, acrescenta cukier, nutrólogo do hcor. mas nem pense em devorá-las uma atrás da outra, como se fossem pipoca. “afinal, elas têm muitas calorias”, diz camila Gracia.

Fibras solúveis
Ao serem consumidas — por meio de frutas, verduras, legumes e cereais como aveia —, elas formam uma espécie de gel no intestino. e o colesterol acaba colando nessa composição. “Por isso, em vez de ser assimilado pelo corpo, ele é arrastado pelas fezes”, conta a nutricionista camila. só não pode abusar das fibras e se esquecer de beber água. “o líquido ajuda a formar o tal gel e o bolo fecal”, ensina.

Pegue leve nos alimentos gordos
Uma das causas do aumento dos níveis de LDL no sangue é a ingestão abusiva de certas gorduras, como as saturadas. A nutricionista Camila Gracia, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, informa que esse tipinho está presente em alguns cortes de carne vermelha, em queijos como provolone e parmesão, no leite integral e nos embutidos. Outra inimiga gordurosa é a trans, que por sua vez se esconde em alimentos processados, como biscoitos recheados, salgadinhos e certos produtos congelados.

http://saude.abril.com.br//edicoes/0342/nutricao/delicias-anticolesterol-643573.shtml