sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O novo supernutriente das frutas

As intempéries fazem bem à saúde das frutas. Quando elas enfrentam seca, sol e chuva, crescem fortes e ricas em uma substância que as defende de ameaças e, heroicamente, previne doenças e o envelhecimento precoce no corpo humano

por Débora Didonê
design Darlene Cossentino
fotos Alex Silva

Períodos de estiagem, geadas, excesso de água ou sal no solo e até mesmo o ataque de pragas e micro-organismos são uma baita ameaça para os pomares. Diante dela, a fruta reage de um jeito peculiar: seu sistema de defesa entra em ação e produz uma proteína chamada fitoalexina. Graças ao seu teor elevado, as plantas injuriadas passam a oferecer um algo a mais. E isso acaba de ser observado em uma revisão de estudos feita por pesquisadores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, publicada no reconhecido Journal of Agricultural and Food Chemistry.

A notícia deita por terra a ideia de que as enceradas frutas de exportação são melhores. Embora todas as frutas façam bem à saúde, as de aspecto mais comum, as produzidas com menos agrotóxico e as sujeitas a mau tempo estão, acredite!, em vantagem. E o que vem a ser essa bendita fitoalexina? Nas uvas, bananas e companhia, ela funciona como uma espécie de antibiótico natural. Para o homem, revela-se como uma possível inibidora de inflamações, envelhecimento precoce e doenças cardiovasculares. Com tamanha capacidade, a substância entra, agora, na lista de nutrientes desejáveis, oferecidos pelos alimentos funcionais, aqueles que previnem uma série de doenças.

"Essa ação de matar células malignas e proteger o organismo é pesquisada há mais de dez anos", diz o especialista em bioquímica da nutrição Jaime Amaya Farfan, da
Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. "E, como é de praxe quando se descobrem substâncias nutritivas, logo se estudam maneiras de produzir alimentos com maior nível delas." O cientista cita o exemplo das uvas: busca-se desenvolver espécies com altas taxas de resveratrol, que não deixa de ser um tipo de fitoalexina. "Gerado em função do ataque de bactérias e radiação, esse componente é descrito como um poderoso agente antienvelhecimento e de prevenção de úlceras", explica Giuseppina Pace Pereira Lima, professora do Departamento de Química e Bioquímica da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu.

Identificar o fruto que transborda essa saúde não é tão óbvio. Cabe destacar o orgânico, possivelmente mais rico na bendita fitoalexina por ser produzido sem uso de defensivos agrícolas, que afastariam micróbios capazes de disparar a produção dessa proteína.

Mas fique tranquilo: a maioria das frutas que a gente consome é obrigada a enfrentar, por natureza, uma porcentagem de fungos e de bactérias. Ao amadurecer, são naturalmente invadidas por micro-organismos e produzem, advinhe!, a fitoalexina. "O fungo está mais presente quando a fruta fica doce", explica Octávio Luiz Franco, especialista em bioquímica de proteínas da
Universidade Católica de Brasília. Qualquer tipo de trauma, aliás, tem efeito parecido. "A banana cortada libera essas enzimas benéficas com o intuito de refazer a casca", exemplifica o nutrólogo Edson Credidio, de São Paulo. Por isso, as bananas-passa — submetidas a um processo de secagem — também teriam doses extras de nutrientes anti-idade.

http://saude.abril.com.br/edicoes/0312/nutricao/conteudo_477684.shtml

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Os joelhos doem quando você corre? Saiba o que fazer para evitar o incômodo

Foto reprodução
Por Karla Precioso

As mulheres têm mais chances do que os homens de sentirem o incômodo na corrida. “Como o quadril delas é mais largo a atividade pode gerar um desalinhamento na patela, um osso do joelho, causando dores locais”, explica Renato Dutra, supervisor técnico da Run & Fun Assessoria Esportiva e autor de Dieta dos Passops (Ed. Lua de Papel).

Outro motivo é o aumento abrupto do volume de treino. “O ideal é estabelecer um crescimento semanal de 5%, aconselha Dutra. Corredoras iniciantes costumam pular de 10 para 20 minutos da noite para o dia – variação de 100%.

Mudanças simples também amenizam o problema como a troca do local em que você corre. “Dê preferência a superfícies macias, como de terra batida ou grama”, diz. Ou escolha o asfalto em vez de cimento e concreto, que são mais duros. Finalmente, fortaleça os músculos dos glúteos, dos quadris e das coxas com musculação.

fonte: Revista
Women’s Health


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

4 sucos que fortalecem o sistema imunológico

Fortalecer o sistema imunológico é o primeiro passo para evitar gripes e resfriados. Aprenda então a 4 sucos que, assim como o de laranja, são ricos em vitamina C e fortalecem a imunidade

Varie no consumo de suco de laranja com outros sucos saborosos
Foto: Dreamstime

Quem não gosta de variedade? Não só de roupas e cosméticos. Bom mesmo é ter opções de pratos bacanas, petiscos saudáveis... Mas, para beber, todo mundo sempre apela ao bom e velho suco de laranja. Assim, você não está apenas deixando de lado sabores incríveis, mas também opções menos calóricas - cada copo de 250 ml de suco de laranja tem 120 calorias.

Não estamos sugerindo que você abandone a laranja: tome 1 copo duas vezes por semana. "Estudos comprovam que ele protege o coração, ajuda a regular a pressão sanguínea, além de fornecer grande quantidade de vitamina C, que fortalece o sistema imunológico", diz a nutricionista funcional Cristina Martins, do Rio de Janeiro. Mas dê uma chance também a outras opções de suco.

1. Limão

Ingredientes: 2 limões + 1 copo de água de 200 ml

(50 calorias)

Benefícios...
A bebida é diurética e diminui a retenção hídrica e o inchaço. Para completar, auxilia a digestão e tem vitamina C. Além disso, limão é rico em ácido cítrico, que tem ação adstringente, ou seja, ajuda a dissolver gorduras e toxinas, e deixa o pH do sangue e de outros líquidos menos ácidos, contribuindo para o funcionamento do metabolismo.

2. Melancia

Ingredientes: 1 fatia grossa + 1 copo de água de 200 ml

(60 calorias)

Benefícios...
Estudo da Universidade do Estado da Flórida, nos EUA, sugere que a melancia seja uma arma natural contra a pré-hipertensão, que é um precursor de doenças cardíacas. Também vale a pena porque... O suco possui boa quantidade do aminoácido arginina, que é importante na redução da massa de gordura.

3. Sucos de morango com kiwi

Ingredientes: 1 xíc. (chá) de morango + 1 kiwi médio + 1 copo de água de 200 ml + gelo + adoçante stevia

(80 calorias)

Benefícios...
"O morango é rico em vitamina C, que aumenta a resistência contra infecções, e ferro, que previne a anemia", explica Cristina. "Além disso, é diurético, alcalinizante e contém flavonoides, antioxidantes naturais que protegem as células contra o envelhecimento." O kiwi também conta com vitamina C, cálcio e pectina, uma fibra solúvel que controla a glicose e o colesterol.

4. Caju

Ingredientes: 1 caju + 1 copo de água de 200 ml

(50 calorias)

Benefícios...
A fruta tem vitamina C de sobra, que é um poderoso antioxidante, combatendo os radicais livres. Pesquisas mostram que a presença de compostos fenólicos ajudam até a prevenir doenças cardíacas. Entre os minerais, ferro e cálcio têm destaque, melhorando a saúde dos ossos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Como música para os ouvidos

Tocar um instrumento pode evitar a surdez. Descubra por que e conheça outras novidades que prometem melhorar a vida de quem gostaria de ouvir melhor

por Hilda Sabino - design Laura Salaberry
ilustração Nik


Enquanto você lê este texto, não deixa de estar atento aos sons ao seu redor. O telefone pode tocar, alguém chamar seu nome... No entanto, para 5 milhões de brasileiros, ouvir não é uma tarefa tão simples assim. Esse é o número de indivíduos que sofrem de algum grau de surdez no país. As causas mais comuns do distúrbio são a exposição ao excesso de barulho e a perda auditiva relacionada ao avançar da idade, mais conhecida entre os médicos como presbiacusia. "A partir dos 50 anos, já começamos a perder a audição. E viver em grandes cidades pode até antecipar esse processo", afirma o otorrinolaringologista Ricardo Ferreira Bento, do Departamento de Otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo.

"Quando outras pessoas comentam que você anda desatento ou aumentando demais o volume da TV, está na hora de procurar um médico", alerta Bento. É possível que ele recomende o uso do famoso aparelho auditivo, mas não é só isso. Com boas-novas vindas de centros de pesquisa e tecnologia, quem sofre com o problema está perto de escutar cada vez mais. E melhor. Veja nas páginas a seguir.

Músicos escutam melhor

Os adolescentes levam bronca por ouvir suas bandas favoritas em volume alto demais. Com razão, já que os decibéis dos fones de ouvido quase sempre estão muito acima do recomendado. Por outro lado, tocar instrumentos pode ajudar quando a maturidade chega. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo instituto baycrest’s rotman, no Canadá. Ao comparar músicos com pessoas que não tocavam nada, todos na extensa faixa etária de 18 a 91 anos, os cientistas viram que os instrumentistas tinham uma capacidade especial de compensar a perda auditiva relacionada à idade. "Um músico de 70 anos consegue ouvir uma conversa em uma sala barulhenta melhor do que um homem de 50. Essa diferença acontece no cérebro, já que o ouvido envelhece do mesmo modo nos dois grupos", explica o pesquisador Benjamin zendel, líder do trabalho. É importante ressaltar que não basta entender de música e ouvi-la. "É preciso aprender um instrumento. Daí a audição interage com as funções cognitivas cerebrais", esclarece. Esse estímulo constante deixaria a massa cinzenta treinada para quando o ouvido não der mais conta do recado. "Mas, se o volume estiver muito alto, os danos então serão maiores do que os efeitos positivos das melodias", completa zendel.

Até debaixo d água

Na hora de praticar esportes aquáticos ou que provocam muito suor, quem tem deficiência auditiva quase sempre precisa tirar o aparelho para garantir que nenhum líquido danifique seu funcionamento. Um novo dispositivo, recém-lançado pela Siemens, promete mudar a situação. Revestido de uma película siliconada, ele age como o tímpano, membrana que protege o ouvido: deixa as vibrações sonoras passarem, mas barra a entrada de água. Para que o equipamento cumpra sua tarefa a contento enquanto o usuário nada ou mergulha, é necessário subir à superfície a cada 15 minutos, já que a bateria precisa de ar para ser recarregada. O fabricante também comercializa uma espécie de clipe que garante que o aparelho se fixe na orelha durante a prática de atividades mais intensas.

Controle remoto individual

A tecnologia bluetooth é conhecida por facilitar a transferência de arquivos de um celular para outro, mas não é só isso. Agora, ela também evita situações comuns na vida de quem não escuta muito bem. Por exemplo, obrigar a família inteira a ouvir a TV no volume máximo. A empresa Telex Soluções Auditivas acaba de inserir no mercado brasileiro um dispositivo importado chamado Connectline. É uma espécie de controle remoto sincronizado ao aparelho auditivo e pode ser conectado com até cinco equipamentos diferentes ao mesmo tempo. A engenhoca permite aumentar o volume do televisor só para quem a estiver utilizando e atender o telefone fixo sem sair da poltrona. "Ela pode ser usada por pessoas que têm perda auditiva de leve a profunda", garante a fonoaudióloga Patrícia Leiva, consultora da empresa. Outro acessório do Connectline é um microfone, do qual o usuário pode se valer caso esteja assistindo a uma palestra.

Turbine a audição em casa

A cóclea, uma estrutura em formato de caracol que fica localizada no ouvido, é a responsável por transformar as vibrações sonoras em sinais elétricos que são transmitidos para os neurônios. Quem faz esse trabalho são as células ciliadas, que ficam lá dentro. Elas têm fios que lembram os nossos cílios, daí o nome. E, quando são danificadas, causam a perda auditiva na maioria dos casos. Para barrar essa degeneração, a empresa Earlogic lançou um software chamado Hearing Guardian. Desenvolvido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o programa pode ser baixado em praticamente qualquer computador. "Por meio de um teste feito com fones de ouvido, ele detecta as frequências que a pessoa não escuta mais e libera estímulos sonoros que auxiliam na recuperação dessa parte da audição. Se as células ciliadas não estiverem mortas, é possível recuperá-las", afirma o pesquisador Sang Yeop Kwak, especialista em fisiologia auditiva e Ceo da earlogic. Segundo ele, o uso do Hearing Guardian pode devolver em até 10 decibéis a audição, o que melhora a capacidade de ouvir sons mais agudos. No entanto, o software não substitui o médico. "É como tomar vitaminas diárias, um complemento ao tratamento convencional", finaliza Kwak.

Na sala de aula

Na escola, as crianças deficientes auditivas enfrentam problemas para acompanhar o ritmo da turma. "O educador precisa falar devagar para que a leitura dos lábios funcione como um apoio ao aparelho auditivo", explica a fonoaudióloga Patrícia leiva. O Fm amigo, apetrecho importado pela Telex Soluções Auditivas, facilita a vida escolar dos pequenos. Por meio de ondas de rádio, o aluno recebe diretamente em seu aparelho o que é dito durante a aula. Para isso, o professor precisa usar um microfone que fica acoplado à sua roupa. Assim, o menino ou a menina não perdem nada do que é falado, mesmo se o docente estiver virado para a lousa. Mas claro: quando a surdez é na infância, é fundamental que um fonoaudiólogo fique envolvido no tratamento. "Ele garante que a fala não seja prejudicada", finaliza Patrícia.

http://saude.abril.com.br/edicoes/0345/medicina/como-musica-ouvidos-655392.shtml

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Hidrate-se bem para malhar mais

É muito importante repor líquidos não só durante o exercício, mas também antes e depois de suar a camisa. Veja como fazer isso do jeito certo
Hidrate-se bem para malhar mais

Por Marcia Melsohn

Hoje em dia, um dos apetrechos mais encontrados nas mochilas que perambulam pelas academias é, sem dúvida, o squeeze, mais conhecido em alguns lugares simplesmente como garrafinha de água. Há modelos dos mais simples, de plástico, aos bem sofisticados, térmicos, alguns até assinados por famosos designers. Isso quer dizer que a maioria das pessoas já tem consciência de que o líquido que se perde com o suor precisa ser reposto durante o próprio exercício para evitar a desidratação. Ainda bem! Mas o que pouca gente sabe é que, antes e depois do esforço, beber água também é fundamental.

A desidratação reduz o tempo de atividade, o que é péssimo para quem quer torrar gordura, piora o desempenho e antecipa a fadiga. "A perda de 1 a 2% do peso corporal, que geralmente acontece em cerca de uma hora de transpiração intensa, diminui a capacidade de realizar o trabalho muscular e, consequentemente, de mobilizar os estoques de gordura", explica a nutricionista Paula Crook, da PB Consultoria, em São Paulo.

"Consumir líquidos antes do treino vai aumentar a transpiração e minimizar a elevação da temperatura central. Por isso, é muito bom começar a malhar bem hidratado", completa Paula. A Associação Nacional de Treinadores dos Estados Unidos recomenda de 500 a 600 mililitros duas ou três horas antes do exercício e de 200 a 300 mililitros entre 10 a 20 minutos do início.

Durante o esforço, os goles de água deixam os músculos bem hidratados. Dessa forma, evitam-se a perda excessiva de sais minerais, a subida além da conta da temperatura corporal, a hipertermia, e até cãibra. O correto é não esperar a vontade vir. A maioria dos estudos afirma que quando sentimos sede, o organismo já está em processo de desidratação. A reposição, portanto, deve ser feita em intervalos regulares, geralmente a cada 20 minutos, para recuperar tudo o que está sendo perdido por meio do suor. Se a atividade durar mais de uma hora, entram em cena as bebidas que contêm carboidratos e eletrólitos -— sódio e potássio. São os famosos isotônicos, chamados popularmente de bebidas esportivas. 

"Durante esses períodos mais longos, cai o nível de glicogênio muscular, que é o combustível energético, e aumenta a perda de minerais", diz Paula Crook.

Missão cumprida, fim do treino. Para esse momento, os especialistas recomendam a ingestão de 150% do que foi perdido de peso corporal para que o organismo volte a um estado de boa hidratação. Por exemplo: se você pesa 60 quilos e perdeu 2% do peso corporal, ou 1,2 quilo, pelo suor, deve beber 1,8 litro no final do treinamento. De preferência, isso deve ser feito até uma hora após a sessão. Cuidado! Subestimar a importância desse hábito pode trazer sérias consequências. O déficit hídrico, além de reduzir o desempenho, aumenta a possibilidade de uma complicação térmica. Isso pode provocar o aparecimento de sintomas desagradáveis, como boca seca, dor de cabeça, tontura, fadiga e até alterações visuais, interrupção da produção de suor e perda momentânea da consciência. Por isso, squeeze à mão para garantir saúde e bom desempenho.

http://saude.abril.com.br/emagrece-brasil/hidratar-para-malhar-mais.shtml

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Pão: uma fornada de saúde

Ele ganhou novos ingredientes, que afastam ameaças como a obesidade. Aproveite para degustar sete receitas assinadas por grandes experts com a mão na massa

por Fábio de Oliveira e Regina Célia Pereira

Historiadores relatam que na Idade Média, entre os séculos 5 e 15, o pão simbolizava status. Mas, enquanto a nobreza se deliciava com receitas à base de farinha branca, aos plebeus restava a versão integral. Passadas centenas e centenas de anos — e após a comprovação de benefícios em dezenas de pesquisas —, o que se vê é a valorização dos ingredientes recusados pela elite daquela época. Ironia: o alimento dos pobres seria o mais nobre. Hoje é possível achar pães com até 14 grãos.

À massa de trigo, foram incorporados a aveia, a linhaça, a quinua, o centeio, a castanha-do-pará, a cevada e outros itens, alguns no mínimo inusitados, caso do badalado grão de chia, sem falar do prosaico feijão. "No caso, apostamos no feijão-branco, porque seu gosto e sua coloração são menos marcantes do que os de outras variedades", conta a bioquímica Renata Ramos, da Universidade do Vale dos Sinos, no interior do Rio Grande do Sul. A professora e o chef Alexandre Baggio desenvolveram um pão com maior percentual de proteína e fibras. "Essa soma de nutrientes prolonga a saciedade e, por isso, contribui para o controle do peso", explica. A turma do laboratório gaúcho, que topou experimentar a iguaria feita com a farinha de feijão, aprovou tanto seu sabor quanto sua aparência.

Outro pãozinho de sucesso vem do Rio de Janeiro. Lá a novidade são massas elaboradas com açaí, granola e até iogurte fermentado, que é cheio de micróbios benfeitores. "As bifidobactérias ajudam a equilibrar a flora intestinal e colaboram para as defesas do organismo", lembra a nutricionista Carla Mendonça, da Los Paderos, empresa que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj. A linha semipronta não leva conservantes e pode permanecer na geladeira por mais de 15 dias.

Além das mais variadas sementes e grãos, os farelos — tanto o de trigo quanto o de aveia — são unanimidade quando o assunto é fibra. Fibra e receita de pão, claro. Por isso, observe a presença dessa palavra nas embalagens e dê preferência a produtos que a trazem logo no início da lista de ingredientes. Afinal, essa relação, que vem estampada nos rótulos, é organizada pela quantidade em ordem decrescente.

Além de frearem o apetite, as fibras facilitam o trânsito intestinal e, assim, afastam a prisão de ventre. Há também provas do poder dessa substância na diminuição do risco de tumores. Uma pesquisa que acaba de ser publicada no periódico científico British Medical Journal reforça esse papel. Estudiosos do Imperial College de Londres, na Inglaterra, analisaram diversos trabalhos e concluíram que existe um elo entre uma dieta fibrosa e a menor propensão ao aparecimento de câncer no intestino.

"A cota diária do nutriente é de 25 a 35 gramas, que devem vir não só de pães integrais, mas das frutas, das hortaliças e das leguminosas, ou seja, dos feijões", destaca a nutricionista Bianca Chimenti, da Clínica BKNR Prevenção e Saúde, na capital paulista. O novo pãozinho, entretanto, não vive só de fibra: ele oferece uma gama de nutrientes. Que tal uma pitada de ômega-3? A festejada linhaça é uma excelente fonte dessa gordura protetora das artérias.

E você também já deve ter ouvido falar de outro manancial de ômega, a chia, cujo nome científico é Salvia hispânica. Essa semente andina fazia um enorme sucesso entre os povos pré-colombianos e, ultimamente, passou a estrelar muitos estudos. Um trabalho recente, realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, mostra que incluir seus grãos no pão nosso de cada dia ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. Além de dar um olé na fome e combater o ganho de peso, o equilíbrio nas taxas de glicose colabora para afastar o fantasma do diabete.

O pão integral ainda oferece vitaminas do complexo B, que, entre outras funções, destacam-se por beneficiar o cérebro. Aliás, por falar em massa cinzenta, vale salientar que o principal nutriente dos pães em geral é, sem dúvida, o carboidrato, ingrediente que modula a fabricação da serotonina, substância por trás de sensações de bem-estar e prazer. Por isso mesmo, os que aderem aos regimes sem carboidrato se tornam meio ranzinzas. São muitas as dietas da moda que pregam sua exclusão. É mau humor na certa.

Tudo começou na década de 1970, com a famosa Atkins, que virou mania entre os americanos. "Desde então, ela já foi relançada algumas vezes e copiada ou adaptada outras tantas", relata a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Obeso. Ela explica que, ao retirar o carboidrato do cardápio, perde-se muita água e isso, inicialmente, traz impacto na balança. Mas estudos mostram que essa atitude, a longo prazo, não funciona. "Uma alimentação equilibrada deve contemplar 55% das calorias na forma de carboidratos, 15% na forma de proteínas e 30% na forma de gorduras", ensina a especialista.

Para quem se preocupa com a boa forma, é importante frisar que o carboidrato preserva os músculos. Diferentemente do que muita gente pensa, não é só a proteína que tem essa incumbência. Quando o consumo de um dos principais itens fornecidos pelo pão se torna escasso, o corpo vai buscar reservas energéticas depositadas na massa magra, o que acaba prejudicando a musculatura e abrindo caminho para a flacidez. "A privação do nutriente resulta em queda no rendimento e até desmaios durante a prática de atividade física", enumera a nutricionista Ana Beatriz Barrella, da RGNutri Consultoria Nutricional, em São Paulo, que completa: "Em situações em que a quantidade de carboidrato é insuficiente para a recuperação muscular, pode haver crises de fome, dores de cabeça, alteração no humor, irritabilidade e insônia".

Justamente pela oferta de carboidrato é que os pães são aliados dos esportistas. Os elaborados com a farinha refinada entregam energia rapidamente e vão bem antes de suar a camisa, durante treinos mais longos e logo após a atividade física. Uma coisa é certa: o pãozinho deve ser o protagonista à mesa logo cedo, no café da manhã. Afinal, após oito horas de sono, o organismo precisa suprir seu estoque de combustível. Desânimo e dificuldade de concentração são sintomas recorrentes para os que pulam o desjejum.

E qual é o melhor acompanhamento para o pão na primeira refeição do dia? Margarina, dizem 32% dos 2 300 brasileiros ouvidos em um estudo da Associação Brasileira de Nutrologia. Ela desbancou a manteiga, cheia de gordura saturada — em demasia, ela entope as artérias. Para a nutróloga Isabela David, coordenadora do trabalho, vale combinar o pão com o creme vegetal ou o azeite de oliva extravirgem. "Procure saborear torradas integrais com geléias de frutas arroxeadas, que são ricas em polifenóis", acrescenta. Esses compostos têm ação antioxidante e combatem o envelhecimento precoce.

Fora o café da manhã, o alimento pode figurar em diferentes ocasiões. A sugestão é incrementá-lo com proteína, nutriente que equilibra o índice glicêmico. Assim, a digestão se torna mais lenta, as descargas de açúcar acontecem de forma gradual e a fome não surge tão cedo. A nutricionista Maria Cecília Corsi, da Essencial Light, em São Paulo, sugere o queijo cottage, o cream cheese light, além do blanquet de peru, para compor sanduíches. "O pão é uma boa pedida em saladas, cortado em cubinhos, temperado com azeite e levado ao forno", indica. Se no prato também aparecerem folhas verdes, vegetais coloridos, atum ou salmão defumado, a receita equivale a um jantar. Maneire no couvert, que pode inflacionar a dieta. E, se o menu oferecer massas, arroz ou batata, opte por só uma das fontes de carboidrato. Lembrando: o pão nosso é cada vez mais sagrado à mesa.

Receita milenar

Foi pelas mãos egípcias que se deu o nascimento do verdadeiro pão. Pesquisadores contam que, no antigo Egito, lá pelo ano 4000 a.C., um cozinheiro esqueceu um pedacinho de uma massa feita de farinha de trigo ao relento e assim, sem querer, surgiu o fermento. É que, durante a experiência involuntária, gases produzidos por micro-organismos do levedo tentaram, em vão, escapulir da massa, mas foram detidos por proteínas. O resultado da reação química foi o aparecimento de um alimento de casca firme e de miolo fofo. Mas há quem defenda que foram os gregos que deram ao pão um toque mais, digamos, gourmet, já que eles incluíram na receita sementes aromáticas e outros ingredientes. Documentos atestam que no século 3 a.C. eles saboreavam pelo menos 72 tipos de pão.

Sotaques variados

Francês

De imitação de baguetes de Paris até suspeitas de que seria argentino, não se sabe ao certo como surgiu nosso famoso pão francês.

Nórdico

Versão consumida em países como a Suécia, costuma levar centeio, gergelim, açúcar, além de trigo.

Portugueses

O papo seco é parecido com o pãozinho francês, ou seja, tem miolo fofo e casca crocante. Já a broa leva milho na receita.

Italiano

Ele é feito com um tipo de fermentação que o torna meio azedo. O ciabatta, também de origem italiana, é diferente porque pode levar leite.

Sírio

É apreciado no oriente médio, por isso também ganha o nome de pão árabe. Seu formato achatado é perfeito para montar sanduíches.

O polêmico glúten

Dietas por aí pregam a exclusão dessa substância, mas não há aval científico sobre sua relação com o ganho de peso. A gastrenterologista e pediatra Vera Lucia Sdepanian, da Universidade Federal de São Paulo, explica que a intolerância ao glúten é marcada por sintomas como o emagrecimento rápido, a perda de massa magra e a diarréia. "O inchaço abdominal e a flatulência também são indicadores da doença celíaca", afirma. Por isso, se esses sinais surgirem sempre após o consumo de pães que contenham trigo, aveia, centeio e cevada, procure um médico. O distúrbio interfere em estruturas do intestino que absorvem os nutrientes. "Para que o diagnóstico seja certeiro, a mucosa intestinal precisa ser analisada", explica. Existem também exames de sangue que dosam certos anticorpos.

Receitas

Experimente sete receitas assinadas por grandes experts: deliciosas e saudáveis.

1. Pão de cacau

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Atividades físicas eliminam peso e afastam doenças, como o diabete.

Malhe o diabete  
Estudo americano confirma: uma musculatura forte afasta os primeiros sinais dessa doença
 
por Theo Ruprecht

Antes de o pâncreas falir e de o nível de açúcar no sangue chegar a taxas estratosféricas, o corpo já apresenta problemas que, se não contornados, levarão ao diabete. Ainda bem que, segundo trabalho da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, dá para brecar essa progressão desenvolvendo os músculos. Para ter uma idéia, ficar só um pouco mais sarado já garante uma queda de 11% na resistência à insulina, condição que dificulta a entrada de glicose na célula. “O foco das atividades físicas não deve estar apenas no emagrecimento”, avalia a endocrinologista Preethi Srikanthan, autora da pesquisa.

Os efeitos da musculação
Ela funciona como um remédio para controlar a glicemia

Queima de energia
Para realizar as contrações durante uma sessão na academia, os músculos usam a glicose disponível no organismo. Com isso, baixam a concentração dessa molécula nos vasos, evitando picos nada saudáveis para a circulação.

Armazém ampliado
É na musculatura que parte da glicose fica alojada — em forma de glicogênio. Portanto, quanto mais desenvolvidos são bíceps, tríceps e por aí vai, maior o espaço para estocar essas fontes de energia. Aí, o risco de elas sobrarem no sangue diminui.
 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Alimentação balanceada reforça a imunidade do organismo

O segredo para manter-se livre de doenças é reforçar a imunidade com uma alimentação balanceada. Assim, o organismo combate até grandes infecções

Danielle Reis
O déficit de nutrientes baixa a produção de anticorpos,
enfraquecendo a imunidade Foto: Dreamstime

Todos os dias nós entramos em contato com milhões de bactérias, fungos e vírus invisíveis a olho nu. Enquanto você está lendo esta matéria, por exemplo, as enzimas da sua saliva, o pH do seu estômago e o muco do seu nariz estão agindo para impedir a entrada desses micro-organismos. Se essas barreiras falham, as células de defesa do sistema imunológico entram na briga. No entanto, quando elas estão fracas, a batalha é perdida e a gente adoece.

O que fazer para isso não acontecer? "Mantenha uma alimentação rica em vitaminas, minerais, fibras e proteínas. O déficit de nutrientes baixa a produção de anticorpos, enfraquecendo a imunidade", explica Fernanda Vaz, nutricionista da Clínica Patricia Davidson (RJ). "O stress, as noites maldormidas, a falta ou o excesso de exercícios físicos e o contato com substâncias tóxicas (agrotóxicos, poluição) também fragilizam o sistema de defesa", diz Marcello Bossois, imunologista (RJ). Veja como alimentar as suas células para ter um exército sempre pronto para o ataque!

Vitaminas

A B6 e a C são antioxidantes e ajudam a aumentar as células de defesa contra infecções. Fontes: vitamina B6 (lentilha, arroz integral, soja, gérmen de trigo, verduras verde-escuras, banana, abacate, peixe, frango, gema de ovo e nozes); vitamina C (goiaba, kiwi, limão, acerola, laranja, abacaxi, melão, agrião, espinafre, couve, brócolis e tomate). Consumo diário: 4 porções de frutas, 5 porções de verduras e legumes, 1 porção de grãos.

Proteínas

O sistema imunológico é composto de proteínas, portanto é imprescindível ingerir as de origem animal e vegetal para auxiliar a sua formação. Fontes: carnes (prefira frango e peixe) e leguminosas (feijões, ervilha). Consumo diário: 1 porção de carnes e 1 de leguminosas.

Minerais

O selênio e o zinco mantêm vivas as células imunes por mais tempo. Fontes: selênio (alho, milho, cebola, cogumelos, cereais integrais, castanha-do-pará); zinco (espinafre, aveia, leite, gema de ovo). Consumo diário: 5 porções de cereais, 1 porção de carne, 1 porção de leguminosas, 3 porções de leite, 5 porções de verduras e legumes.

Fibras e probióticos

O intestino possui um sistema imunológico próprio, que impede a passagem de bactérias e vírus para todo o organismo. As fibras e os probióticos (presentes em bebidas lácteas fermentadas) são aliados para deixá-lo funcionando bem. Fontes: fibras (aveia, frutas); probióticos (iogurte fermentado). Consumo diário: 3 porções de laticínios, 6 porções de cereais, 5 porções de frutas.

Prato perfeito

Para potencializar a ingestão de vitaminas e minerais, a nutricionista Fernanda Vaz (RJ) sugere um cardápio rico em vegetais crus e frutas ao natural, pois nessa forma eles oferecem mais benefícios. Prefira alimentos integrais (possuem mais vitaminas do complexo B) e evite glúten (em excesso, ele pode provocar irritação intestinal e desviar as nossas defesas de doenças para combater essa agressão).

Café da manhã

· 1 copo de suco de abacaxi com hortelã
· 2 fatias de pão integral com geléia natural de frutas vermelhas

Lanche da manhã

· 1 fatia grande de melão

Almoço

· ½ prato de salada bem colorida (alface, brócolis, couve-flor, cenoura ralada, beterraba ralada, pepino, tomate-cereja)
· 4 colheres (sopa) de arroz integral
· 1 concha de feijão
· 1 filé de peixe

Lanche da tarde

· 6 unidades de castanha-do-pará ou 1 copo de iogurte com 1 colher (sobremesa) de farelo de aveia

Jantar

· 1 prato de sopa de legumes variados
· 1 filé de carne, frango ou peixe
· 1 taça média de salada de frutas

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Proteína: quanto botar no prato?


Ela prolonga a saciedade e, daí, facilita o emagrecimento. Por outro lado, se consumida em excesso, pode elevar o risco de tumores e doenças cardiovasculares. Por isso, vale questionar até que ponto aumentar a porção

por LÚCIA NASCIMENTO

Imagine um time de futebol em que todos os jogadores são atacantes — sem goleiro, zagueiros ou meio-campistas. Seria um caos, não? A equipe inteira estaria focada em marcar gol, mas não haveria ninguém para defender e criar jogadas. Agora, transponha essa situação para o nosso organismo, que precisa de vários nutrientes para obter energia, reparar tecidos e se proteger de invasores. Sem substâncias com diversos papéis, também ficamos alvos de desfalques, que, nesse caso, significam ceder espaço a distúrbios. Não é por menos que os especialistas repetem o velho mantra de equilibrar a dieta e colocar na balança as vantagens e as desvantagens de aumentar o consumo de um nutriente específico. A bola da vez, há algum tempo, é a proteína.

Duas pesquisas esquentam a discussão sobre incrementar ou não a oferta protéica ao cardápio. O primeiro, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, aponta o lado positivo dessa estratégia: a proteína, de fato, aumenta a saciedade e evita ataques à geladeira à noite. "A digestão desse nutriente é mais difícil e lenta. Então, ele passa mais tempo no estômago", diz a nutricionista Marina Romanini, da Universidade Federal de São Paulo.

No entanto, o nutriente não escapa de acusações. Outro trabalho, este da Universidade de Aberdeen, na Escócia, sugere que os fãs de menus hiperproteicos correm maior risco de câncer no intestino. É que os mais fanáticos pelo ingrediente muitas vezes deixam de lado carboidratos e vegetais. "Aí a dieta se torna mais rica em gordura e fornece menos vitaminas e minerais, abrindo espaço para diversas doenças", concorda a nutricionista Rosana Maria Cardoso, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

Será que vale a pena, então, enfrentar esse risco com o intuito de emagrecer? Segundo os especialistas ouvidos por SAÚDE, a resposta é não. Para eles, a recomendação de ingestão diária preconizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já contempla a dose saudável e segura. "O ideal é consumir entre 0,8 e 1,2 grama de proteína por quilo de peso corporal todo dia", orienta a nutricionista Paula de Oliveira, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Uma pessoa de 60 quilos, por exemplo, deve comer cerca de 60 gramas por dia — e, pelas páginas desta reportagem, você terá bons exemplos de como suprir essa cota.
 
Será que vale a pena, então, enfrentar esse risco com o intuito de emagrecer? Segundo os especialistas ouvidos por SAÚDE, a resposta é não. Para eles, a recomendação de ingestão diária preconizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já contempla a dose saudável e segura. "O ideal é consumir entre 0,8 e 1,2 grama de proteína por quilo de peso corporal todo dia", orienta a nutricionista Paula de Oliveira, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Uma pessoa de 60 quilos, por exemplo, deve comer cerca de 60 gramas por dia — e, pelas páginas desta reportagem, você terá bons exemplos de como suprir essa cota.

O QUE REALMENTE DIMINUI A VONTADE DE COMER

Há anos a proteína carrega a fama de ser um nutriente pró-emagrecimento. E o trabalho americano reforça esse status. "Na absorção das proteínas, ocorre um aumento no gasto de energia corporal, maior do que o provocado por carboidratos e gorduras", afirma Paula. Se o organismo trabalha a mais, também torra calorias. O segredo da dieta hiperproteica, contudo, está ligado à redução dos carboidratos, o que propicia uma queima dos estoques de gordura. "Sem o excesso deles, essas reservas são destruídas", diz a nutricionista Livia Yokomizo, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. "Além disso, a queima libera substâncias que atuam no sistema nervoso, aumentando a saciedade”.

Apesar dessa vocação para promover sensação de barriga cheia, a dieta farta em proteína está saindo de moda. "Saciedade por saciedade, é preferível recorrer às fibras", dispara Marina. Essas substâncias fornecidas por frutas, verduras, legumes e cereais integrais também passam devagarinho pelo estômago e, mais do que isso, estabilizam o funcionamento do intestino, facilitando a tarefa de enxugar as medidas.

http://saude.abril.com.br/edicoes/0337/nutricao/proteina-quanto-botar-no-prato-628686.shtml

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Faça atividade física para dormir bem. E durma bem para arrasar no esporte

Sono e exercícios parceiros de cama
Quem faz atividade física dorme bem e quem dorme bem arrasa no esporte. Para iniciar esse ciclo virtuoso, siga a velha e boa recomendação: exercite seu corpo pelo menos três vezes por semana

por CÉSAR KURT
design EDER REDDER e GIOVANNI TINTI

 
Soa o despertador. A vontade, então, é dar as costas e continuar na cama. Falta coragem para afastar o cobertor e a sensação é de um cansaço sem fim. Se isso acontece com você, é bem provável que a atividade física não faça parte da sua rotina. Pena, porque a ginástica ajuda mesmo a conciliar o sono e conseqüentemente a acordar inteiro. É para essa evidência que pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, querem abrir os nossos olhos.
 
Segundo eles, praticar qualquer esporte, mesmo uma única vez por semana, aumenta em 37% o período de dormir daqueles que sofrem de insônia crônica. E eles são muitos no Brasil, o problema afeta cerca de um quarto da população, nada menos do que 46 milhões de pessoas. Baseando-se apenas nisso, já dá para deduzir que, sim, é preciso suar a camisa para ficar em paz com o travesseiro. Mas atenção: o caminho certeiro até os braços de Morfeu é praticar exercícios moderados.
 
O exagero, assim como as modalidades competitivas, desgasta os músculos e libera ácido láctico, o que provoca dores generalizadas e faz o efeito inverso, nos deixando em claro, explica Ana Tereza Coelho, fisioterapeuta especializada em sono da Universidade do Grande ABC, em São Paulo. Se o exagerado não demora mais tempo para adormecer, ele tem um sono superficial e sai perdendo do mesmo jeito. A atividade física deve ser feita quatro horas antes de se deitar, completa Luciano Ribeiro Pinto Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Sono. Do contrário, sobra adrenalina e também fica difícil pregar os olhos.
 
O sono tem cinco fases. Quem desperta no meio da noite porque é sedentário, por exemplo volta para a primeira delas a todo instante, ficando boa parte da madrugada no sono superficial. Sem contar que a duração das etapas seguintes, mais profundas, tende a ser menor. O repouso, portanto, é menos intenso. No entanto, o esporte praticado três vezes por semana durante 30 minutos prolonga as fases profundas do adormecer, sobretudo a 3 e a 4. E aí o corpo fica a mil no dia seguinte.
 
Nas pessoas ativas, as fases profundas não só duram mais como o sono é menos fragmentado. Elas despertam novas em folha, explica Hanna Karen Moreira Antunes, educadora física do Instituto do Sono da Unifesp. Quem faz esporte também leva menos tempo para dormir sete minutos em média, contra dez entre os que não se mexem. Especialistas acreditam que a endorfina, responsável por diminuir as dores e relaxar o corpo, tenha a ver com essa facilidade. Ela pode ser notada na cama após cerca de um mês do início de uma rotina de exercícios.
 
Dormir bem em média, oito horas por dia é sinônimo de disposição, como sabem os felizardos que ficam na cama o tempo regulamentar. As funções cognitivas melhoram e até os ossos e os músculos se regeneram com maior facilidade, exemplifica Rubens Reimão, neurologista do Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono da Universidade de São Paulo.
 
É durante as fases 3 e 4 do sono que a glândula hipófise, na região cerebral do hipotálamo, fabrica seus hormônios, como o do crescimento, que estimula a síntese de proteínas e ajuda a recuperar as fibras musculares. Então, no dia seguinte, sobra pique para o esporte. A malhação regular, por sua vez, induz a uma maior produção de hormônios como esse. Olha aqui, de novo, o tal ciclo virtuoso.
 
De quebra, boas noites sob os lençóis tornam os reflexos mais aguçados. Isso significa menor risco de lesões na prática de qualquer atividade, seja por culpa da fadiga muscular, seja porque a cabeça está mais lenta, completa Reimão. E aí, por exemplo, a possibilidade de você se esquecer de usar a trava de segurança na hora de levantar peso na academia um deslize pra lá de perigoso torna-se bem remota.

Aeróbicos ou anaeróbicos?

Em matéria de sono, a resposta é: tanto faz, desde que a atividade seja moderada e regular. Porém, alguns especialistas vêem nos esportes aeróbicos uma ligeira vantagem. Motivo: eles desenvolvem certas funções do corpo que influenciam indiretamente em uma noite de descanso ideal. O sistema respiratório, por exemplo, é mais exigido pela corrida do que pela musculação. E, quanto mais em ordem ele estiver, menores as chances de uma apnéia, o popular ronco, e seus conseqüentes prejuízos para a recuperação completa do corpo durante a noite.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O açaí é um fruto muito apreciado por frequentadores de academias

O açaí ou juçara é o fruto bacáceo de cor roxa, que dá em cacho na palmeira conhecida como açaizeiro, cujo nome científico é Euterpe oleracea. Espécie nativa da várzea da região amazônica, especificamente dos seguintes países: Venezuela, Colômbia, Equador, Guianas, e Brasil (estados do Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão, Rondônia, Acre e Tocantins).A Festa da Juçara do Maranhão refere-se ao açaí.

O açaí é um alimento muito importante na dieta nortista, onde seu consumo remonta aos tempos pré-colombianos. Hoje em dia é cultivado não só na Região Amazônica, mas em diversos outros estados brasileiros, sendo introduzido no resto do mercado nacional durante os anos oitenta e noventa.No Brasil, o estado do Pará é o maior produtor mundial da fruta, sendo responsável por mais de 85% da produção mundial.

As principais características do açaí são a alta concentração de Cálcio, Ferro, Potássio, Zinco, Vitaminas C, E, Gordura Vegetal e Antocianina, elementos que ajudam a combater os radicais livres e beneficiam a circulação sanguínea. Isso tudo, somado a um elevado valor energético: Calorias: 133,2 - Peso: 240 ml - Porção: lata (100 gramas contém 182 Kcal), faz do açaí um produto muito apreciado pelos adeptos da cultuada da saúde e frequentadores de academias.

O principal elemento extraído do fruto é o chamado vinho: Pontos: 30 - Peso: 130ml - Porção: taça do açaí (suco), feito com a polpa e a casca dos frutos maduros. O Açaí pode ser apreciado das mais diversas formas, desde a já popular "tigela", até como ingrediente em creme, licor, geléia, mingau, sorvete, doces. Da palmeira do açaí pode-se extrair um Palmito: Calorias: 21,6 - Peso: 50g - Porção: unidade de boa qualidade.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Os alimentos que não podem faltar no seu dia-a-dia

Por Chris Martinez

Amêndoas favorecem a digestão

Nem toda bactéria é vilã. É o caso das que vivem no cólon, que colaboram com o processo digestivo. Pois esses microorganismos do bem acabam de ganhar um aliado: o fruto da amendoeira. Isso por causa de suas substâncias com ação prebiótica. Um estudo britânico publicado pelo Instituto de Pesquisa em Alimentação do Reino Unido mostra que essas oleaginosas fornecem o combustível para que as bactérias do bem trabalhem a todo vapor. Além de combater as espécies nocivas, elas também são amigas do sistema imunológico. Outras fontes de prebióticos são a cebola, o alho, o tomate, a aveia e o mel, enumera a nutricionista Valéria Rangel, da empresa de consultoria Nutrival, em São Paulo.

Prebióticos são compostos que nosso corpo não consegue digerir. Eles servem de comida para bactérias benéficas que participam da digestão. Bem nutridas, multiplicam-se e nos deixam mais fortes.

Chá verde protege as artérias

Se você ainda não bota fé nessa bebida, saiba que estudiosos gregos da Faculdade de Medicina de Atenas comprovaram pela primeira vez uma ação rápida de seus flavonóides sobre a circulação no endotélio, a camada interna dos vasos sangüíneos. A explicação: no processo de fabricação, as folhas da Camellia sinensis não se oxidam e isso preserva suas características. Nem por isso pode-se ingerir a infusão à vontade, alerta a nutricionista Flávia Mozzillo, de São Paulo. Confira suas recomendações abaixo:

Beba no máximo 6 xícaras diárias.

Hipertensos e grávidas podem tomar até três xícaras.

Deixe a infusão descansar no mínimo um minuto. Assim, haverá maior liberação de flavonóides.

Não reaqueça a bebida. Senão, ela perde até 50% de suas propriedades.

Boa pergunta

OUVI DIZER QUE MAÇÃ DÁ SACIEDADE. SÓ QUE QUANDO COMO UMA ANTES DO ALMOÇO SINTO MUITA FOME. POR QUÊ?

Júlia G., por e-mail

A maçã contém uma fibra, a pectina, que dá, sim, saciedade, confirma a nutricionista Gisele Pavin, da Clínica Equilibrium, em São Paulo. Além disso, a frutose, o açúcar das frutas, é rapidamente absorvida pelo organismo, o que dispara a insulina. Esse hormônio, que faz a glicose entrar nas células, leva a um pico de açúcar no sangue, o que contribui para tirar o apetite. Mas, depois de certo tempo, essa quantidade pode cair bruscamente, não se sabe bem o porquê. E isso acaba tendo efeito contrário, isto é, aumenta a vontade de comer, conclui a especialista. (E.M.)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Açúcar ou adoçante? Descubra o mais indicado para você

A nutricionista Fabiana Marangoni mostra as diferenças entre as principais formas de adoçar. Descubra qual é a mais indicada para você!

Reportagem: Roberta Figueira - Edição:MdeMulher

café Cuidado: o açúcar light é contra-indicado para diabéticos!
Foto: Dreamstime

Qual é a melhor maneira de adoçar os alimentos? A nutricionista Fabiana Marangoni aponta as principais diferenças entre as diversas variantes de açúcar e adoçantes. Confira e descubra qual é a mais indicada para sua saúde!

Açúcar branco

Composição*:
sacarose (açúcar da cana).

Indicação de consumo diário: duas colheres (sopa).

Atenção: contra-indicado para diabéticos.


 
Açúcar light

Composição*: é composto de sacarose (açúcar comum) e edulcorantes, substâncias químicas artificiais responsáveis pelo sabor adocicado.

Poder de adoçar: duas vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: varia de acordo com o edulcorante (sucralose, sacarina, ciclamato). A partir de 30 mg por 100 g ou 100 ml do conteúdo.

Atenção: contra-indicado para diabéticos.

Ciclamato sódico

Composição*: sal obtido a partir de um ácido.

Poder de adoçar: 30 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 11 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: deixa o sabor um pouco azedo.

Acessulfame de potássio

Composição*: sal obtido a partir de um ácido.

Poder de adoçar: 150 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 15 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: confere gosto meio amargo.

Aspartame

Composição*: fenilanina e ácido aspártico (aminoácidos presentes em proteínas animal e vegetal).


Poder de adoçar: de 180 a 200 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 40 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: com sabor semelhante à sacarose, perde o poder de adoçar quando submetido a altas temperaturas.

Sacarina sódica

Composição*: substância artificial derivada do petróleo.


Poder de adoçar: 300 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 5 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção : tem um gosto amargo e metálico.

Stevia

Composição*: formulada a partir de uma planta da família dos crisântemos.

Poder de adoçar: 300 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 5,5 mg para cada quilo do peso corporal.

Atenção: em grande quantidade, fica amargo. Não pode ser usado para cozinhar.

Sucralose

Composição*: substância derivada da cana-de-açúcar.

Poder de adoçar: de 400 a 800 vezes mais que o açúcar.

Indicação de consumo diário: 15 mg para cada quilo do peso corporal.

* Os produtos são formulados com vários componentes. Selecionamos o principal de cada um deles


http://mdemulher.abril.com.br/saude/reportagem/alimenta-saude/acucar-ou-adocante-descubra-mais-indicado-voce-648722.shtml